Uma comitiva formada por 25 pessoas, entre líderes comunitários e jornalistas de Panambi e Soledade, visitou as instalações da Corsan na Capital no último sábado, 18. A iniciativa integrou o programa Portas Abertas, que apresenta as estruturas da Companhia e fortalece a aproximação com as comunidades.
O primeiro local visitado foi a sede administrativa, no Centro Histórico de Porto Alegre. O grupo foi recebido pela diretora-presidente da Companhia, Samanta Takimi, que destacou a importância do diálogo com a população.
“Receber lideranças comunitárias na nossa sede é sempre uma grande oportunidade de diálogo e troca. Aqui, mostramos de perto como funciona a Corsan, nossas estruturas, nossos processos e, principalmente, o trabalho diário das pessoas que se dedicam a levar água de qualidade para milhões de gaúchos. Acreditamos que a transparência e a proximidade com as comunidades são fundamentais para qualificar continuamente os nossos serviços”, afirmou.
Ainda na sede, os visitantes conheceram o Centro de Operações Integradas (COI), onde é realizado o monitoramento remoto, 24 horas por dia, de toda a operação de abastecimento nos municípios atendidos pela Companhia. Durante a visita, conduzida pelo gerente do COI, Vinícius de Moraes Faustino, foi possível acompanhar, em tempo real, informações sobre os sistemas de Panambi e Soledade, como níveis de reservatórios, pontos de desabastecimento e alertas operacionais.
Qualidade da água
Também em Porto Alegre, o grupo visitou o Laboratório Central de Água, responsável por análises detalhadas da água distribuída à população. Profissionais das áreas de química e biologia apresentaram os equipamentos, produtos e protocolos adotados para garantir a potabilidade, conforme normas do Ministério da Saúde e do governo do Estado.
“Em 2026, o laboratório já realizou mais de 278 mil análises para monitoramento da qualidade da água tratada e distribuída pela Corsan, conforme a legislação vigente. Ter uma estrutura própria permite mais agilidade na identificação de qualquer alteração e na mobilização das equipes”, explicou a coordenadora do laboratório, Juliana Frizzo.
No local, são realizadas análises mais complexas, como a detecção de protozoários, agrotóxicos e metais pesados, incluindo ferro, manganês, urânio e mercúrio. Já parâmetros como cloro, flúor, pH, turbidez e coliformes são monitorados continuamente nas estações de tratamento e na rede de distribuição.
No laboratório de hidrometria, a engenheira civil Helena Bencke, apresentou os diferentes tipos de hidrômetros e explicou como funcionam na medição do consumo de água. Ela também destacou a importância de acompanhar o funcionamento dos equipamentos, inclusive para a identificação de possíveis vazamentos nos imóveis.
Estruturas operacionais
A programação incluiu ainda a visita à Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio Branco, em Canoas, uma das maiores estruturas da Companhia, responsável por abastecer uma ampla região com água tratada.
Os participantes também conheceram a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Mato Grande, no mesmo município, onde acompanharam as etapas do tratamento do esgoto antes do retorno ao meio ambiente, reforçando a importância do saneamento para a saúde pública e a preservação ambiental.