Corsan e escolas municipais juntas contra os vilões do esgoto

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Foto: Vitória Oliveira/Divulgação Corsan
Foto: Vitória Oliveira/Divulgação Corsan

Capitão Seboso, Doutor Veneno, Papeleiro Maluco, Madame Bloqueio e o Sr. Infiltrado saíram da praia onde estiverem na Caravana de Verão da Corsan e chegaram pela primeira vez à Região Central do Estado. Em um projeto piloto, que leva conscientização e educação ambiental às escolas municipais, os Vilões do Esgoto foram apresentados, na última segunda-feira, 6, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Júlio do Canto, em Santa Maria.

Os alunos do 5º ano foram os primeiros a conhecer a turma de vilões, que é inimiga da rede de esgoto. Cada personagem traz um prejuízo à tubulação que transporta o esgoto doméstico ou dificulta o tratamento do afluente. O Capitão Seboso, por exemplo, é o óleo de cozinha jogado pelo ralo da pia, que pode ficar grudado na rede e obstruí-la, além de ser um poderoso contaminante do meio ambiente.

Já o Doutor Veneno representa os remédios descartados incorretamente em vasos sanitários ou pias, assim como o Papeleiro Maluco e a Madame Bloqueio representam papel higiênico, absorventes, preservativos ou fraldas, descartados da mesma forma. E, por fim, o Sr. Infiltrado é o esgoto pluvial (de drenagem de água das chuvas) infiltrando-se na rede cloacal (de esgoto doméstico) e causando rompimentos e extravasamentos de dejetos, principalmente em dias de chuva.

Tudo isso os alunos aprenderam na palestra da gerente de relações institucionais da Corsan em Santa Maria, Andréia Zanini, e da supervisora de Meio Ambiente, Danieli Schalemberger. “O projeto tem como objetivo trazer para as escolas municipais de Santa Maria uma linguagem aproximada das crianças, que levarão a mensagem para suas famílias e amigos. A linguagem dos personagens dos vilões traz de forma mais leve esse assunto tão importante, que é o esgotamento sanitário”, explicou Andréia.

Livros e brincadeiras

Além da palestra, os alunos ganharam livros com os personagens para colorir, jogo de tabuleiro e uma tarde com brincadeiras e tatuagens dos vilões. Agora, será agendada uma visita à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), para que eles vejam como o afluente chega lá e conheçam todos os processos de tratamento, até que os resíduos sejam devolvidos ao meio ambiente de forma adequada. “Essas propostas lúdicas têm outro significado na aprendizagem deles”, disse a vice-diretora, Aline Fernanda Soeiro.

“A gente aprendeu que não pode colocar papel higiênico no vaso, porque pode entupir. Nem colocar lixo na rua, porque, quando chove, entope tudo”, explicou a aluna Lauren Vargas. Estudantes de outras cinco escolas da rede municipal terão a mesma oportunidade até o final deste ano, quando se encerrará o projeto.